terça-feira, 2 de abril de 2013

Epá-sei-lá-este-é-atipico.


Já há muito não sentia o impeto da escrita, e isto, fazia-me alguma confusão.
Sentia que não tinha questões, porque é por elas que escrevo, para pôr as ideias e as respostas a fluir.
Hoje de repente, caiu-me a ficha. Tenho a cabeça arrumada. Ok, não só a cabeça, mas o coração, porque quem segue, nem que de longe, a minha escrita sabe que ela é muito emocional.
Sinto que finalmente e depois de um longo caminho consigo não precisar de vir cá fora para debater seja o que for. Tudo se passa no palco interno. Ok, continuo a ser esquizofrénica. Continuo a ter variadissimas personagens, mas agora, internamente. E todos elas estão mais educadas, mais ponderadas e mais respeitosas umas com as outras.
Hoje celebro.
Celebro-me a mim. E como tal, é de mim que quero falar. Como sempre em espelho, e em espaço de partilha porque é com estes dois que mais aprendo.
Tenho-me debatido com a questão da felicidade, e principalmente com o facto de os que me rodeiam darem de uma forma subtil um feedback gozão à minha constante felicidade, ou boa disposição.
Não me faz confusão que me questionem sobre isso, de todo. Nunca me debati com esta questão porque como todos nós, eu acho que o meu mundo interno reflecte também o dos outros, e portanto eu achava que todos eramos assim.
Não somos.
Mais, faz confusão às pessoas que não são como eu, as que são como eu.
Ora, eu levo a vida “cantando e rindo”. E com estas questões comecei a analisar quilo que me deixa, feliz, ou bem-disposta. Concluí que nada.
É inerente ao meu ser.
É quem sou.
Apaixonada, com alegria, com muita gargalhada, com côr, com FOGO.
Porra, eu sou assim, porque raio é que têem que existir porquês?
Não há.
Não há motivos, não há situações, não há razões. É assim, eu nasci assim, como a Gabriela.
Há dias que é pelo sol, pela piada que alguém diz, por uma imagem no facebook, por um bruto copo de coca cola, pela chata da minha gata que me morde o tornozelo. Eu tenho esta leveza, esta facilidade em achar graça às coisas.
Prós comediantes sou um público fácil.
Pra mim, sou “easy like a Sunday moorning”, e é assim que gosto de viver a minha vida, porque pegando num slogan que praí anda :
“O inverno é psicologico”.
<3 Fairy

domingo, 13 de janeiro de 2013

Não sei

“O que é que tens?”
“Nada”; “Não sei”
E hoje, não é mentira. Não sei mesmo.
Tenho o coração pesado sem razão aparente. Estou bem, mas estou inquieta.
Eu preciso de uma razão. É sempre assim. Tenho esta necessidade de querer saber exactamente tudo o que se passa, e com respostas rápidas que eu não tenho tempo pra grandes histórias. Esta sou eu. Oh Bolas, não é assim que funciona internamente. “Porquê?” e ninguém me responde, a minha intuição calou-se. Talvez porque me sinta toda eu em estado de alerta. Não sei bem pra quê.
Há dias assim, e bem sei que a poucos importa o reboliço interno que praqui vai. Mas calma, isto tem um fundamento. É uma metáfora, pelo menos pra mim foi.
Há alturas que tens que sentir só, permitir-te a isso, sem analisar, sem dar uma razão, simplesmente deixar estar aqui a emoção e pronto.
Ok, eu não me conformo com isso muito bem, mas estou a tentar!
Não sei, hoje não sei.
Não sei se são saudades, não sei se é cansaço, não sei se é de ser domingo, ou de amanhã ser segunda, não sei se isto sou eu, nem sei se o quero ser. Não sei a quantas anda, nem a quantos vou andar. Não sei se acredito. Não sei se confio. Não sei se quero confiar. Não sei se quero. Não sei se é do tempo. Não sei se é solidão. Não sei se é do frio, do sofá ou das almofadas que teimam em não estar na posição certa. Não sei.
Há momentos assim, eu que por um nano segundo, ou alguns mais, te perdes. E nesses dias, que saibas que não és o Unic@.
Bom, e então estando baptizado o dia, hoje é o dia do não sei.