domingo, 13 de janeiro de 2013

Não sei

“O que é que tens?”
“Nada”; “Não sei”
E hoje, não é mentira. Não sei mesmo.
Tenho o coração pesado sem razão aparente. Estou bem, mas estou inquieta.
Eu preciso de uma razão. É sempre assim. Tenho esta necessidade de querer saber exactamente tudo o que se passa, e com respostas rápidas que eu não tenho tempo pra grandes histórias. Esta sou eu. Oh Bolas, não é assim que funciona internamente. “Porquê?” e ninguém me responde, a minha intuição calou-se. Talvez porque me sinta toda eu em estado de alerta. Não sei bem pra quê.
Há dias assim, e bem sei que a poucos importa o reboliço interno que praqui vai. Mas calma, isto tem um fundamento. É uma metáfora, pelo menos pra mim foi.
Há alturas que tens que sentir só, permitir-te a isso, sem analisar, sem dar uma razão, simplesmente deixar estar aqui a emoção e pronto.
Ok, eu não me conformo com isso muito bem, mas estou a tentar!
Não sei, hoje não sei.
Não sei se são saudades, não sei se é cansaço, não sei se é de ser domingo, ou de amanhã ser segunda, não sei se isto sou eu, nem sei se o quero ser. Não sei a quantas anda, nem a quantos vou andar. Não sei se acredito. Não sei se confio. Não sei se quero confiar. Não sei se quero. Não sei se é do tempo. Não sei se é solidão. Não sei se é do frio, do sofá ou das almofadas que teimam em não estar na posição certa. Não sei.
Há momentos assim, eu que por um nano segundo, ou alguns mais, te perdes. E nesses dias, que saibas que não és o Unic@.
Bom, e então estando baptizado o dia, hoje é o dia do não sei.