"O primeiro passo do caminho
De sorriso estampado na cara
e com o estômago às voltas. Não sei se serão as borboletas de que falam os
apaixonados, sei que me sinto como me sentia há muitos anos atrás. Sinto-me com
vontade de mudar o mundo, e melhor, sinto que posso fazê-lo. É incrível o que
apenas uma decisão pode fazer por ti… Pode realmente mudar a tua vida, porque
mal tu te apercebes e sais da tua zona de conforto, apercebeste que o medo
estava a aprisionar tantos mas tantos aspectos da tua vida e que
inevitavelmente tudo muda.
Comecei por romper com um
relacionamento amoroso, tudo estava como é normal: Juntos há 3 anos, vivíamos
juntos e tudo ia ”como Deus quer ”, mas visto de dentro estava morto. Eu estava
morta! Psicologicamente, emocionalmente, era uma relação zombie. O
conforto desconfortável era bom, ou eu assim o julgava. É fácil estar com
alguém por comodismo, por companheirismo, por amizade e por companhia e também
sejamos honestos, porque dá jeito.
Eu estava desacreditada do
amor, achava que este era o melhor dos mundos possíveis. O amor romântico,
lírico e idílico tinham-me sido vendidos em criança e tal coisa pura e
simplesmente não existia. Não sei o que mudou em mim, mas como todas as
mudanças drásticas esta aconteceu de dentro para fora (para mim porque começaram
a encaixar as peças do puzzle, comecei a conhecer-me, tive a sorte de iniciar
coaching e também de estar disponível para me dedicar a mim, e através da
meditação comecei a perceber que a conexão era a minha melhor arma) eu acredito
que seja porque com todas estas aprendizagens me sinto mais conectada à “fonte”.
Foi aí que reacendeu a chama dento de mim, o AMOR é realmente a resposta, e é
sempre, mas sempre o caminho. Não me apaixonei perdidamente por nenhum homem,
não, simplesmente voltei a acreditar ser possível e não só, a acreditar que vai
mesmo acontecer, está-me destinado. Algo me dizia e sempre disse que me
esperava um amor daqueles que vemos na tela. E eu simplesmente e só comecei a
acreditar… novamente. Terminei o meu relacionamento, e é nesta altura que
surgem as dificuldades. É verdade que a decisão salta de dentro ti para fora
como dizem, mas, também se apodera de ti um medo que tu nem sabias que existia
e de repente começas a questionar-te sobre tudo aquilo que és, que queres e que
tens. Começas a boicotar-te, a convencer-te que estás mesmo destinada à vidinha
medíocre e sem paixão, e que assim é que estás bem, “ele conhece-te e ama-te,
sabes a sorte que tens? Ele sabe os podres todos, e ainda assim está aqui,
estás louca? Quem vai querer-te? E vais te mostrar? E se ficas sozinha? E se
não consegues estar sozinha? Lembraste quando sofreste pelo “X” e pelo “Y”? Já
devias ter idade para saber que os contos de fada não existem, e ainda achas
que o príncipe encantado vai aparecer? E mais, estás sempre descontente e vais
te arrepender!” disse tantas e tantas vezes a voz dentro da minha cabeça…
Felizmente vi-me rodeada de pessoas extraordinárias que faziam as perguntas
certas nos momentos certos e também vivo rodeada de excelentes exemplos de
mudança, não sei bem como, contrariei, tomei a decisão, e fui de cabeça.
A paixão é de facto algo que
se alimenta. E não interessa o que te apaixona, mas tens que senti-lo. Depois
de perceber isto, todas as outras mudanças vieram como acréscimo. Percebi que
não era apaixonada pelos meus amigos, pelo meu trabalho, por mim própria e
principalmente, NÃO ESTAVA APAIXONADA PELA VIDA.
Comecei um caminho sinuoso,
trabalhoso e repleto de nós na cabeça no estômago, nas costas, e na p*ta que
pariu (perdão pela linguagem, mas é realmente isto que eu sinto). Começas por
perceber que estás bem longe daquilo que queres, e que FUCK, a meta está longe
como caraças. Mas como dizia o “outro”:
“blábláblá um longo caminho começa sempre com um primeiro passo”, ou
algo do género. Eu felizmente, com ajuda, percebi que o caminho passava
primeiramente pela minha relação comigo. Só quando eu deixasse de me castrar,
julgar, criticar e mais infinitos verbos de auto-coersão, é que teria alguma
força para me aguentar nas canetas sozinha, e principalmente, só aí iria
experienciar o que era o amor, na sua plenitude.
O primeiro amor que senti
foi próprio, por mim passou muito por aceitação e muito mas muito mesmo por
sentir isso em quem me rodeia. Custou afastar algumas pessoas, sim, mas ninguém
pode ter ideia das toneladas de culpa, julgamento, de “não-és-suficiente” de
que eu me livrei. Não me amo todos os dias e a toda a hora, mas… já me amo
várias vezes ao dia. Já não encaro todas as palavras como criticas, ainda dói,
mas já não as incorporo, já me conheço um pouco melhor, e gosto de mim. Se
soubessem a que me sabe esta vitória, é um bocado como quando acordava aqui há
uns anos, que me diziam que acordava nos “dias-de-mudar-o-mundo”, sim, é
ridículo os meus amigos apelidarem-me disto e eu nunca ter percebido que tinha
esta paixão dentro de mim. E tudo começou aí, a força veio, a vontade veio, a
paixão veio, para ficar. Percebi que não preciso de estar “acorrentada” a um
curso que teve a sua utilidade, mas que pouca paixão me traz. E decidi saltar completamente
para fora de pé.
Vou ter o meu próprio
negócio.
É engraçado, porque a maior
parte dos dias ando dividida, entre o medo terrível e petrificante de não
conseguir levar a coisa prá frente, e a energia que tenho a pulsar dentro de
mim a gritar AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH, e é só
isto que ela diz, e eu sei que quem sente isto percebe, é um gigante
adormecido, que foi acordado, por mim, por ti, pela vida, e como força motriz,
pelo amor.
Bom dia vida, eu estou
pronta para te viver. <3
Obrigada
ao Coach, o gajo que me chateou para o coaching na altura exacta, e que comigo
tirou de dentro de mim a Lena que estava adormecida há anos.
Obrigada
ao meu irmão, que me inspirou pela mudança e me faz acreditar que o mundo é nosso.
E
obrigada a todos os que atraí e estão agora na minha vida, e que estão a vibrar
como eu numa vibração de Amor.
Vocês
são as cores do meu arco-íris.
<3
SOMOS TODOS UM <3
HMC
– Fairy – 08/02/2012"