Por vezes amo-me, por vezes não.
Por vezes acho-me a última coca-cola do deserto, outras (e diga-se a maior parte do tempo) Não.
Definitivamente não.
As coisas de que desgosto em mim são sobretudo estúpidas, do género: joelhos. Às vezes tenho a sensação de ser atrasada mental, sem ofensa, non taken.
Sim, estou a falar comigo mesma, got a problem? Não, nenhum.
Ok, seguindo em frente.
Do que raio temos nós medo quando estamos perante o limiar da zona de conforto? Não temos de todo receio da exterior, porque esse, mais camada menos camada de betume (entenda-se maquilhagem por betume) a coisa é o que é. Nasceste assim, get over it.
O que eu receio, é que vejam o interior... que vejam o leão que afinal é um gatinho amedrontado. Às vezes pergunto-me porque comecei este teatro da minha vida. Aposto que todos os introvertidos que se mascaram de extrovertidos por vezes pensam nisto... Mas porque raio fui eu pintar o quadro de rainha da festa, não podia ter planeado algo mais discreto? Algo menos cansativo e da qual a gestão de expectativas fosse mais simples? Podia, mas há um senhor dentro de mim que não se contenta com pouco, apresento-vos o meu EGO.
O meu Ego acha que eu sou várias coisas, provavelmente a mais bonita, a mais trabalhadora, a mais bondosa, e continua, e se eu não parasse de escrever podia ficar aqui até bater um qualquer record do guiness.
Depois há uma senhora, bastante severa, chamada auto-estima, que esta sempre a baixar a expectativas do senhor ego "nunca és suficiente", "magra demais", "má pessoa", bla bla bla, é chata "comá putaça".
E ando aqui feita leão vaidoso ou gato amedrontado consoante quem ganha a discussão.
Não se entendem, nunca se entenderão e eu andarei pra toda a vida com este desafio.
A auto-estima, não será nunca somente auto. É construída pelos "outros" da minha vida, não é preciso sequer que eles dêem uma opinião, eu assumo que sei o que os outros pensam de mim e naturalmente nunca me considero incorrecta.
Este é o verdadeiro problema de não se praticar o elogio no dia-a-dia.
Continuo a achar que os textos não estão a fazer sentido absolutamente nenhum, mas como sou só eu (e mais 2 ou 3, graças a Deus) que o lêem, não tem muita importância.
Fairy*
Uma tentativa falhada de passar para o papel a confusão mental que abunda na minha pessoa.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Porque me permito eu?
Porque me permito a receber este cavalo de troia novamente?
Uma história mascarada de expectativas minhas, tuas, deles, que pelo histórico da vida se tornarão em emboscadas armadas à minha cidade de troia, com direito a pilhagem de valores, memórias e pedaços de corações.
A mente não acalma, o coração também não… Tenho um anjo e um diabo a terem uma acesa discussão acerca de mói-meme, e eu assisto, de camarote. E tento tal qual super ego, mediar a coisa. Sem sucesso, até à data.
O coração de um peixes espera, e vai esperar para sempre, por uma grandiosa história de amor, e ai de quem lhe desminta tal facto. E se já não tiver acontecido, certamente passará toda a sua vida na busca, de tal forma que todos os que se cruzarem na sua vida se tornarão no “the one” e todos eles, um por um, com o tempo vão virar cavalos de troia. Não porque o peixes acredite nisso, ou viva pra isso, é assim, acontece. Porque ninguém compreende este tipo de amor, platónico, romântico, de gritar a plenos pulmões e de uma entrega absoluta e total ao outro. O tipo de entrega do “somos todos um”.
Daí a mente começa a fabular estratégias de fuga, e aí terminam-se histórias ainda antes delas começarem, mas aí estamos seguros, porque, o coração de um peixes por vezes dá a impressão de não querer mais “brincar” a isto do amor. Todos tiram sulcos, todos levam pedaços, todos levam um pouco da inocência da história de amor. Basta. Não permitirei, não vais conseguir levar a melhor e fazer-me desacreditar no amor, diz ele.
Nem que para isso fique sozinho.
Mas isso não faz sentido diz uma das vozes da minha cabeça, se não viveres não encontras o que tanto procuras. Faz sentido, mas se tudo fosse assim tão simples acabava-se a esquizofrenia.
Fairy*
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Hora H
E a hora chegou e com ela o desassossego da alma.
A sensação de quietude externa que aparento não reflete o urgir de gritaria que está na minha alma, sim na alma, eu finalmente tomei consciência que tinha uma.
A sensação é de “tremelico”, como se tivesse acordado no meio de um terramoto, com direito a maremoto e tudo! Estou prostrada, frágil e vulnerável. Sinto-me sem metade, mas com metade, coisa esquisita esta. É como se me tivessem dado um presente maravilhoso e que com ele viesse o anúncio de uma nova era, que tem ancorada a si, uma nova vida. Mete medo, porra! Mete medo pra caralho como diria um amigo meu. E quem tem cú tem medo, também diz o dito.
O medo existe, sob várias desculpas e formatos, mas não é sobre ele que escrevo (tenho a esperança de que não falando sobre isso a coisa desapareça). Escrevo sobre a euforia, sobre a felicidade, sobre o turbilhão de coisas que passam na minha cabeça, e na minha barriga, ao segundo.
Oh, se soubessem os devaneios que planeia esta minha mente com certeza já me teriam internado.
O barulho é ensurdecedor, não consigo pensar, o coração grita-me aos ouvidos e as emoções dão-me abraços que me fazem quase parar de respirar… “Controla-te” diz a mente muito baixinho, “as pessoas vão pensar que estás louca, pr’além de que é muito pouco provável de que tudo isto seja real, e quando menos esperares estás de cara no chão e de rabo pró ar a apanhar os pedacinhos”. Já a deixei falar demais… Não te ouço, não vou ouvir. Não importas, o coração sabe o que faz, e o Universo também, e sabes… nunca eu tive tanta certeza de que há um caminho por detrás de tudo isto, é, é isso. Os planos eram outros, eu sei, e por isso não vale a pena ouvir, é só a mente a lembrar-te que tens que ser sensato, e é bom ter medo, significa que é importante. E se a minha vida não é importante, o que raio será?
Finalmente sinto, finalmente sei que não estou dormente, a paixão voltou e com ela voltou alguém que estava perdido, eu.
Honestamente não sei bem onde me leva este texto… Nem sei bem de onde começou, mas tendo em conta o nome do blog. Também não interessa.
Fairy*
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