sexta-feira, 6 de julho de 2012

Encontrei-me em Fevereiro...



"O primeiro passo do caminho
De sorriso estampado na cara e com o estômago às voltas. Não sei se serão as borboletas de que falam os apaixonados, sei que me sinto como me sentia há muitos anos atrás. Sinto-me com vontade de mudar o mundo, e melhor, sinto que posso fazê-lo. É incrível o que apenas uma decisão pode fazer por ti… Pode realmente mudar a tua vida, porque mal tu te apercebes e sais da tua zona de conforto, apercebeste que o medo estava a aprisionar tantos mas tantos aspectos da tua vida e que inevitavelmente tudo muda.
Comecei por romper com um relacionamento amoroso, tudo estava como é normal: Juntos há 3 anos, vivíamos juntos e tudo ia ”como Deus quer ”, mas visto de dentro estava morto. Eu estava morta! Psicologicamente, emocionalmente, era uma relação zombie. O conforto desconfortável era bom, ou eu assim o julgava. É fácil estar com alguém por comodismo, por companheirismo, por amizade e por companhia e também sejamos honestos, porque dá jeito.
Eu estava desacreditada do amor, achava que este era o melhor dos mundos possíveis. O amor romântico, lírico e idílico tinham-me sido vendidos em criança e tal coisa pura e simplesmente não existia. Não sei o que mudou em mim, mas como todas as mudanças drásticas esta aconteceu de dentro para fora (para mim porque começaram a encaixar as peças do puzzle, comecei a conhecer-me, tive a sorte de iniciar coaching e também de estar disponível para me dedicar a mim, e através da meditação comecei a perceber que a conexão era a minha melhor arma) eu acredito que seja porque com todas estas aprendizagens me sinto mais conectada à “fonte”. Foi aí que reacendeu a chama dento de mim, o AMOR é realmente a resposta, e é sempre, mas sempre o caminho. Não me apaixonei perdidamente por nenhum homem, não, simplesmente voltei a acreditar ser possível e não só, a acreditar que vai mesmo acontecer, está-me destinado. Algo me dizia e sempre disse que me esperava um amor daqueles que vemos na tela. E eu simplesmente e só comecei a acreditar… novamente. Terminei o meu relacionamento, e é nesta altura que surgem as dificuldades. É verdade que a decisão salta de dentro ti para fora como dizem, mas, também se apodera de ti um medo que tu nem sabias que existia e de repente começas a questionar-te sobre tudo aquilo que és, que queres e que tens. Começas a boicotar-te, a convencer-te que estás mesmo destinada à vidinha medíocre e sem paixão, e que assim é que estás bem, “ele conhece-te e ama-te, sabes a sorte que tens? Ele sabe os podres todos, e ainda assim está aqui, estás louca? Quem vai querer-te? E vais te mostrar? E se ficas sozinha? E se não consegues estar sozinha? Lembraste quando sofreste pelo “X” e pelo “Y”? Já devias ter idade para saber que os contos de fada não existem, e ainda achas que o príncipe encantado vai aparecer? E mais, estás sempre descontente e vais te arrepender!” disse tantas e tantas vezes a voz dentro da minha cabeça… Felizmente vi-me rodeada de pessoas extraordinárias que faziam as perguntas certas nos momentos certos e também vivo rodeada de excelentes exemplos de mudança, não sei bem como, contrariei, tomei a decisão, e fui de cabeça.
A paixão é de facto algo que se alimenta. E não interessa o que te apaixona, mas tens que senti-lo. Depois de perceber isto, todas as outras mudanças vieram como acréscimo. Percebi que não era apaixonada pelos meus amigos, pelo meu trabalho, por mim própria e principalmente, NÃO ESTAVA APAIXONADA PELA VIDA.
Comecei um caminho sinuoso, trabalhoso e repleto de nós na cabeça no estômago, nas costas, e na p*ta que pariu (perdão pela linguagem, mas é realmente isto que eu sinto). Começas por perceber que estás bem longe daquilo que queres, e que FUCK, a meta está longe como caraças. Mas como dizia o “outro”:  “blábláblá um longo caminho começa sempre com um primeiro passo”, ou algo do género. Eu felizmente, com ajuda, percebi que o caminho passava primeiramente pela minha relação comigo. Só quando eu deixasse de me castrar, julgar, criticar e mais infinitos verbos de auto-coersão, é que teria alguma força para me aguentar nas canetas sozinha, e principalmente, só aí iria experienciar o que era o amor, na sua plenitude.
O primeiro amor que senti foi próprio, por mim passou muito por aceitação e muito mas muito mesmo por sentir isso em quem me rodeia. Custou afastar algumas pessoas, sim, mas ninguém pode ter ideia das toneladas de culpa, julgamento, de “não-és-suficiente” de que eu me livrei. Não me amo todos os dias e a toda a hora, mas… já me amo várias vezes ao dia. Já não encaro todas as palavras como criticas, ainda dói, mas já não as incorporo, já me conheço um pouco melhor, e gosto de mim. Se soubessem a que me sabe esta vitória, é um bocado como quando acordava aqui há uns anos, que me diziam que acordava nos “dias-de-mudar-o-mundo”, sim, é ridículo os meus amigos apelidarem-me disto e eu nunca ter percebido que tinha esta paixão dentro de mim. E tudo começou aí, a força veio, a vontade veio, a paixão veio, para ficar. Percebi que não preciso de estar “acorrentada” a um curso que teve a sua utilidade, mas que pouca paixão me traz. E decidi saltar completamente para fora de pé.
Vou ter o meu próprio negócio.
É engraçado, porque a maior parte dos dias ando dividida, entre o medo terrível e petrificante de não conseguir levar a coisa prá frente, e a energia que tenho a pulsar dentro de mim a gritar AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH, e é só isto que ela diz, e eu sei que quem sente isto percebe, é um gigante adormecido, que foi acordado, por mim, por ti, pela vida, e como força motriz, pelo amor.
Bom dia vida, eu estou pronta para te viver. <3

Obrigada ao Coach, o gajo que me chateou para o coaching na altura exacta, e que comigo tirou de dentro de mim a Lena que estava adormecida há anos.
Obrigada ao meu irmão, que me inspirou pela mudança e me faz acreditar que o mundo é nosso.
E obrigada a todos os que atraí e estão agora na minha vida, e que estão a vibrar como eu numa vibração de Amor.
Vocês são as cores do meu arco-íris.
<3 SOMOS TODOS UM <3
HMC – Fairy – 08/02/2012"

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