Por vezes amo-me, por vezes não.
Por vezes acho-me a última coca-cola do deserto, outras (e diga-se a maior parte do tempo) Não.
Definitivamente não.
As coisas de que desgosto em mim são sobretudo estúpidas, do género: joelhos. Às vezes tenho a sensação de ser atrasada mental, sem ofensa, non taken.
Sim, estou a falar comigo mesma, got a problem? Não, nenhum.
Ok, seguindo em frente.
Do que raio temos nós medo quando estamos perante o limiar da zona de conforto? Não temos de todo receio da exterior, porque esse, mais camada menos camada de betume (entenda-se maquilhagem por betume) a coisa é o que é. Nasceste assim, get over it.
O que eu receio, é que vejam o interior... que vejam o leão que afinal é um gatinho amedrontado. Às vezes pergunto-me porque comecei este teatro da minha vida. Aposto que todos os introvertidos que se mascaram de extrovertidos por vezes pensam nisto... Mas porque raio fui eu pintar o quadro de rainha da festa, não podia ter planeado algo mais discreto? Algo menos cansativo e da qual a gestão de expectativas fosse mais simples? Podia, mas há um senhor dentro de mim que não se contenta com pouco, apresento-vos o meu EGO.
O meu Ego acha que eu sou várias coisas, provavelmente a mais bonita, a mais trabalhadora, a mais bondosa, e continua, e se eu não parasse de escrever podia ficar aqui até bater um qualquer record do guiness.
Depois há uma senhora, bastante severa, chamada auto-estima, que esta sempre a baixar a expectativas do senhor ego "nunca és suficiente", "magra demais", "má pessoa", bla bla bla, é chata "comá putaça".
E ando aqui feita leão vaidoso ou gato amedrontado consoante quem ganha a discussão.
Não se entendem, nunca se entenderão e eu andarei pra toda a vida com este desafio.
A auto-estima, não será nunca somente auto. É construída pelos "outros" da minha vida, não é preciso sequer que eles dêem uma opinião, eu assumo que sei o que os outros pensam de mim e naturalmente nunca me considero incorrecta.
Este é o verdadeiro problema de não se praticar o elogio no dia-a-dia.
Continuo a achar que os textos não estão a fazer sentido absolutamente nenhum, mas como sou só eu (e mais 2 ou 3, graças a Deus) que o lêem, não tem muita importância.
Fairy*
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